Gabriela Rocha tem 19 anos. Quando pequena, era carinhosamente apelidada de "Magali".
Sim, esses foram motivos mais do que
suficientes para que eu, em pleno Domingo à tarde, “pós-macarronada”, saísse da
minha querida cama e fosse passear pela casa.
Ando daqui, ando de lá e, não mais
que de repente, no meu lugar preferido da casa, vejo um oásis: ali, em cima do fogão,
dando sopa, até com uma colher dentro, o manjar dos deuses! Meu preferido, o único
capaz de acabar com a minha fome e me tirar daquele tedio que tanto me afligia:
meu tão amado macarrão!
Não era necessário pensar duas vezes:
peguei a panela e ali mesmo no chão da cozinha comi como se não houvesse amanhã!
Uma, duas, três, quarto colheres (ou conchas, como preferirem)! Hum, a fome
passou, mas estava tão gostoso…
De repente, escuto barulhos no
quarto. Eram meus pais acordando. Se eu me preocupei com isso? Claro que não! A
minha infância foi fortemente marcada pelo impulso de agir independentemente,
sem nenhum tipo de reflexão sobre o momento.
Ouço-os caminhando pelo corredor,
aproximando-se cada vez mais da cozinha e tcharam: da o de cara com a Gabriela
no chão comendo feliz o macarrão!
Já estava esperando a bronca, quando
minha mãe, sem conseguir parar de rir, pega a máquina e tira uma foto. Foto
essa, por sinal, que se tornou motivo de milhares de contos sobre essa “tão
nobre” história, que tanto tem se repetido durante esses dezesseis anos em
todos os encontros de família…
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