domingo, 9 de junho de 2013

Manjar dos Deuses

                                     Gabriela Rocha tem 19 anos. Quando pequena, era carinhosamente apelidada de "Magali".
 
 

Sim, esses foram motivos mais do que suficientes para que eu, em pleno Domingo à tarde, “pós-macarronada”, saísse da minha querida cama e fosse passear pela casa.

Ando daqui, ando de lá e, não mais que de repente, no meu lugar preferido da casa, vejo um oásis: ali, em cima do fogão, dando sopa, até com uma colher dentro, o manjar dos deuses! Meu preferido, o único capaz de acabar com a minha fome e me tirar daquele tedio que tanto me afligia: meu tão amado macarrão!

Não era necessário pensar duas vezes: peguei a panela e ali mesmo no chão da cozinha comi como se não houvesse amanhã! Uma, duas, três, quarto colheres (ou conchas, como preferirem)! Hum, a fome passou, mas estava tão gostoso…

De repente, escuto barulhos no quarto. Eram meus pais acordando. Se eu me preocupei com isso? Claro que não! A minha infância foi fortemente marcada pelo impulso de agir independentemente, sem nenhum tipo de reflexão sobre o momento.

Ouço-os caminhando pelo corredor, aproximando-se cada vez mais da cozinha e tcharam: da o de cara com a Gabriela no chão comendo feliz o macarrão!

Já estava esperando a bronca, quando minha mãe, sem conseguir parar de rir, pega a máquina e tira uma foto. Foto essa, por sinal, que se tornou motivo de milhares de contos sobre essa “tão nobre” história, que tanto tem se repetido durante esses dezesseis anos em todos os encontros de família…

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