Como num passe de mágica!
Vera Lúcia Rocha, tem 76 anos e, durante sua infância, viveu em Campinas.
Nunca posso esquecer o episódio
que ocorreu quando eu tinha seis anos de idade.
Estava
em São Paulo quando fui assistir com minha família a um espetáculo de um famoso
mágico de nome Richard. Neste dia meus primos conseguiram, por serem mais
velhos que eu, participar de uma brincadeira no palco e eu saí completamente
frustrada.
Qual não foi o meu espanto,
quando no antigo Teatro Municipal de Campinas, após dois meses, Richard veio com
o mesmo show que assisti em São Paulo. Como já conhecia a forma de poder
participar da brincadeira que eles faziam no palco, entrei escondida e consegui
meu objetivo.
Vinte e
cinco cadeiras foram colocadas em círculo no palco e mais ou menos cem pessoas
participaram da brincadeira. Depois da
primeira rodada, ficaram três pessoas para uma cadeira. Na segunda, para cada
duas pessoas, havia uma. E no final, restaram duas pessoas para uma única
cadeira: eu, que não tinha idade e nem estatura para participar, e uma outra
moça alta e esguia. O público aplaudia em pé fervorosamente e o mágico, não
compreendendo como a minha pessoa estava no palco, continuou a brincadeira.
Agora, para ser mais imparcial, virou-se de costas para as cadeiras para soar
seu apito sinalizando para que a música parasse. Chegou a apitar cinco vezes,
sem que nenhuma de nós ouvisse, tamanha era a torcida! Finalmente, ouvi o
apito. Pronto! Sentei-me!
O
mágico me carregou no colo e o Teatro Municipal quase veio abaixo!
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