segunda-feira, 10 de junho de 2013


Como num passe de mágica!

                                          Vera Lúcia Rocha, tem 76 anos e, durante sua infância, viveu em Campinas.


   Nunca posso esquecer o episódio que ocorreu quando eu tinha seis anos de idade.

                Estava em São Paulo quando fui assistir com minha família a um espetáculo de um famoso mágico de nome Richard. Neste dia meus primos conseguiram, por serem mais velhos que eu, participar de uma brincadeira no palco e eu saí completamente frustrada.

Qual não foi o meu espanto, quando no antigo Teatro Municipal de Campinas, após dois meses, Richard veio com o mesmo show que assisti em São Paulo. Como já conhecia a forma de poder participar da brincadeira que eles faziam no palco, entrei escondida e consegui meu objetivo.

                Vinte e cinco cadeiras foram colocadas em círculo no palco e mais ou menos cem pessoas participaram da brincadeira.  Depois da primeira rodada, ficaram três pessoas para uma cadeira. Na segunda, para cada duas pessoas, havia uma. E no final, restaram duas pessoas para uma única cadeira: eu, que não tinha idade e nem estatura para participar, e uma outra moça alta e esguia. O público aplaudia em pé fervorosamente e o mágico, não compreendendo como a minha pessoa estava no palco, continuou a brincadeira. Agora, para ser mais imparcial, virou-se de costas para as cadeiras para soar seu apito sinalizando para que a música parasse. Chegou a apitar cinco vezes, sem que nenhuma de nós ouvisse, tamanha era a torcida! Finalmente, ouvi o apito. Pronto! Sentei-me!

                O mágico me carregou no colo e o Teatro Municipal quase veio abaixo!

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