Ela não aparece em
muitas fotos. Quando a vejo, encontro-a sempre pendurada em minhas roupas ou
próxima ao lugar onde estou. É dela que me lembro. O gosto de borracha babada,
mordida, desgastada.
Durante a tarde, na
pré-escola a professora diz que não posso usá-la sempre. Entre um momento e
outro, corro até minha bolsa, coloco-a um pouco na boca e guardo. Só quando
estou triste e chorando muito é que a professora deixa que eu fique com ela.
Depois de muita
conversa, acordos e desacordos, naquela tarde eu decidi: "Não vou mais
usar chupeta!". Contei pra professora. Festa!! Minha mãe chegou. A
professora lhe contou. Festa!! Em casa, joguei fora a principal e as reservas.
Mesmo fraquejando, não voltei a usá-la.
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