domingo, 9 de junho de 2013

A infância da garotinha Ewelyn


Depois de nove meses de ansiosa espera, nasce a “agraciada”  Ewelyn Mayara Vieira. Digo assim, pois ela nasceu justamente no dia de Ação de Graças, exatamente às 12 horas, e por coincidência na sala de parto estava começando a Missa em agradecimento, no radio. Os olhinhos redondos e curiosos observavam tudo ao seu redor, quando acabou de nascer... Essa menina veio trazer muita alegria para todos da família, pois era a primeira neta tanto dos avós paternos, como dos maternos e o pai não se cabia de alegria:era sempre o primeiro a entrar no quarto do hospital para vê-la. Como morávamos praticamente juntos com os avós paternos, estes tiveram uma participação muito grande de convivência na vida da menina.
Muito linda, em poucos dias estava mostrando sua simpatia com sorrisos e conquistando a todos a sua volta. Foi batizada pelos avós maternos, iniciando sua vida cristã.Quando completou cinco meses, nasceu o tio,( mais novo que ela é claro), o qual foi sempre seu companheiro de jornada. Foram se passando o tempo, e com aproximadamente nove meses, a vida nos pregou um grande susto: Ewelyn teve uma convulsão por febre, e o medo da perda foi terrível...começou a preocupação  receando que a mesma fosse  se repetir; então buscou-se tratamento,onde foi medicada e permaneceu tomando remédios por sete anos e nunca mais teve outra.Porém, nada disso interferiu na sua alegria de viver e muito mesmo em sua inteligência, sendo que a cada dia aprendia mais e com muita facilidade.Quando completou seu primeiro aninho teve uma linda festinha, onde participaram familiares e amiguinhos, se repetindo por vários outros aniversários.
Ewelyn sempre foi muito amada, cativava a todos, com sua simpatia e as gargalhadas que dava desde muito pequena. Parentes próximos e vizinhos a vinham buscar para levá-la para casa deles para alegrar o ambiente e ensinar-lhe coisas novas. Teve muitos brinquedos e roupas, pois a avó e eu confeccionávamos as mesmas e no momento era filha única.
Aos três anos de idade, começou a fazer aulas de balé, sendo que no final daquele ano, houve uma apresentação com a mostra do trabalho desenvolvido por todos os participantes, e ela devido ao cansaço dos ensaios não queria mais dançar e ficamos muito tristes porque a roupa já estava pronta e gostaríamos de vê-la dançar; mas qual não foi a surpresa que na hora da apresentação, resolveu dançar... e dançou tão perfeito que emocionou a todos! Mais ou menos nessa idade nasce o primeiro primo..
Desde pequena, sempre foi incentivada a participar de festas juninas (desde bebê já tinha roupa de caipirinha), carnaval então, como sempre gostei, eu mesma e a avó confeccionávamos as fantasias, e eu a levava em clubes. Na época não possuía veículo próprio, ia com sacrifício de ônibus circular, mas me sentia realizada em fazê-la participar.
Sempre me dediquei muito a ela, perdia um longo tempo brincando com ela, abraçando, beijando e admirando-a; tirando muitas fotos de todas as formas (era minha paixão). Aos cinco anos, ela ficou aos cuidados dos avós paternos, pois comecei a trabalhar. No começo foi difícil pois ela ficava chorando pra mim não ir e ficar com ela. Como trabalhava em escola como inspetora de alunos, sempre trazia livrinhos de historinhas para ler pra ela, e sempre que tinha passeios com alunos eu dava um jeito de levá-la também.Nessa época ela ganhou um cachorrinho chamado Billy, onde dedicava muita atenção e carinho pelo animalzinho bebê que foi crescendo junto com ela.Certa vez ficou doente por causa de uma bicicleta com cestinha na frente, e lá se vai nós comprarmos a bicicleta rosa, que foi sua companheira de aventuras por muito tempo.
Cresceu assistindo o programa da Xuxa e imaginem: ganhando discos e acessórios da mesma. Também gostava de assistir: Balão Mágico; programa da Mara Maravilha, Eliana e os Trapalhões.
Quando chegou à idade da pré- escola, sempre teve muita facilidade em se relacionar e fazer amigos. Foi a escolhida para fazer a homenagem, com a recita de uma poesia no encerramento do ano letivo e final do curso da pré-escola. Muito meiga, carinhosa e inteligente cativava os professores...
Apesar de ter convivido com conflitos familiares ela sempre foi uma criança feliz e como já disse, muito amada!

 Permaneceu filha única por oito anos, onde nasceu a irmã. Queria brincar com a irmã e ajudar a cuidar dela, mas ao mesmo tempo tinha muito ciúmes da mesma (natural para quem teve toda a atenção por um longo tempo). Quando completou 10 anos nasceu o irmão e com toda sua dedicação e meiguice ajudou a cuidar dos dois irmãos, agora sem os ciúmes, mas com muito amor e dedicação!

Maria Ap. M. Vieira - mãe da Ewelyn

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