terça-feira, 7 de maio de 2013

LEMBRANÇAS DA MINHA QUERIDA INFÂNCIA - ESCOLA




            Lembro da minha professora da pré-escola que me chamava incansavelmente para entrar na sala de aula e  eu querendo brincar mais com meus amigos. Não tinha noção do tempo estipulado para o recreio. Quando olhava ao meu redor, todos já tinham entrado, lavado as mãos e eu continuava brincando no “túnel” repleto de areia. Gostava de correr dentro do túnel com meus amigos. Não era uma brincadeira específica, um corria atrás do outro até que o recreio terminasse.

            Também lembro da seringueira da escola. Era enorme, parecia uma casa. Quando estava na pré escola as professoras não deixavam a gente subir, mas depois de um tempo a seringueira passou ser meu lugar favorito no recreio. Ela era grande e tinha uma sombra muito gostosa. Quando estava na 2ª série brincava de casinha com as minhas amigas. Ficávamos o recreio todo encenando, imitando nossos pais.

            Ao lado da seringueira tinha uma planta que possuía espinhos grandes. Lembro que os meninos da minha sala adoravam pegar esses espinhos e correr atrás da gente. Morríamos de medo. Muitas vezes a professora chamava atenção, alertando sobre o perigo desses espinhos. Mas os meninos não ouviam e sempre nos atazanavam.

            Lembro também das cigarras da escola, do seu canto. Era tão bom ouvir a cigarra cantar. Todas as aulas eram interrompidas por seu canto alto. Ficava muito tempo entretida com o canto da cigarra. Às vezes na hora do intervalo saía para caçar cigarras e quando encontrava seu “casco” grudava na roupa para fazer de broche.

            Minha escola era repleta de árvores. Muitas seringueiras, com sombras grandes e frescas. Era muito bom chegar na escola e sentir aquele cheiro de árvore. Subíamos nas árvores e às vezes deitávamos embaixo delas. Sem nenhuma preocupação, sem nenhuma responsabilidade, curtindo o ócio.

segunda-feira, 6 de maio de 2013


Esta narrativa retrata a história de um bebê chorão, chorão, mas muito risonho. Por onde passava chamava a atenção por sua beleza e simpatia. Quando começou a andar todo o seu choro foi convertido em energia, muita energia. Sempre foi doce e carinhoso mas não se sentava, apenas corria. Toda vez que percebia que iria cair colocava a mãozinha na frente e raras vezes se machucou...posso ainda sentir o seu cheiro...de bebê doce....


Este mesmo bebê cresceu e quando estava com 4 anos, no Infantil II fui em uma reunião com a professora na escola.

- Professora:Ola mãe tudo bem?
- Mãe: Tudo
- Professora: Eu gostaria muito de falar com você a respeito de seu filho.
- Mãe: Pode falar
- Professora: Você já observou se seu filho tem algum problema motor.
- Mãe: Não, acredito que ele não tenha problema nenhum, por que?
- Professora: Porque ele não pára sentado, vive caindo, trombando com as pessoas, é muito distraído e agitado.
- Mãe: Olha... o que observo é que ele é muito ágil. Faz coisas que o irmão mais velho não fazia com a mesma idade, mas concordo que ele seja realmente muito agitado.

Este ano foi muito difícil com meu menino chorando por várias vezes ao entrar na sala de aula. Não havia identificação com nenhuma atividade desenvolvida na escola.

Após um ano, um misto de preocupação e curiosidade inundava-me...Cheguei na reunião com a nova professora que havia desenvolvido um trabalho de 3 meses com ele que agora está com 5 anos.

- Professora: Oi mãe tudo bem?
- Mãe: Tudo
- Professora: Posso começar?
- Mãe: Pode.
- Professora: Sabe um caldeirão em ebulição, transbordando cujo volume não cabe em seu interior? Esse é o seu filho.....uma criança ativa, feliz e muito cativante!

Neste ano, em que a professora valorizou o comportamento dele, houve um estímulo muito grande no aprendizado com alfabetização acontecendo de forma rápida e espontânea. Todos os dias, ele vai alegre para a escola e comemora a cada atividade que desenvolve. O que posso observar é que, não somente antes, mas também atualmente, ele possui uma grande necessidade de expressar-se através de seu corpo. Impedir que esta energia flua de seu interior pode alterar todo o curso de sua história!!!!!

“Rememorando"




O cheiro da poltrona do sofá... cheiro de couro lustrado... Sinto o tecido áspero do maiô roçando em meu corpo. Estávamos os dois bem a vontade. Ele a brincar em sua pequena idade vestindo apenas cueca e sandálias. Eu na tentativa de  imitá-lo, pedi a mãe para colocar o maiô. Era uma forma de ficarmos mais próximos tanto para o nosso momento de brincadeira, quanto diante dos olhos da mãe. Pela poltrona abaixo caímos, subimos, pulamos. Fizemos tanto que a mãe quis fotografar. Passei batom e preparei a postura. Ele...nem ligou.