Lembro
da minha professora da pré-escola que me chamava incansavelmente para entrar na
sala de aula e eu querendo brincar mais com meus amigos. Não tinha noção
do tempo estipulado para o recreio. Quando olhava ao meu redor, todos já tinham
entrado, lavado as mãos e eu continuava brincando no “túnel” repleto de areia.
Gostava de correr dentro do túnel com meus amigos. Não era uma brincadeira
específica, um corria atrás do outro até que o recreio terminasse.
Também
lembro da seringueira da escola. Era enorme, parecia uma casa. Quando estava na
pré escola as professoras não deixavam a gente subir, mas depois de um tempo a
seringueira passou ser meu lugar favorito no recreio. Ela era grande e tinha
uma sombra muito gostosa. Quando estava na 2ª série brincava de casinha com as
minhas amigas. Ficávamos o recreio todo encenando, imitando nossos pais.
Ao
lado da seringueira tinha uma planta que possuía espinhos grandes. Lembro que
os meninos da minha sala adoravam pegar esses espinhos e correr atrás da gente.
Morríamos de medo. Muitas vezes a professora chamava atenção, alertando sobre o
perigo desses espinhos. Mas os meninos não ouviam e sempre nos atazanavam.
Lembro
também das cigarras da escola, do seu canto. Era tão bom ouvir a cigarra
cantar. Todas as aulas eram interrompidas por seu canto alto. Ficava muito
tempo entretida com o canto da cigarra. Às vezes na hora do intervalo saía para
caçar cigarras e quando encontrava seu “casco” grudava na roupa para fazer de
broche.
Minha escola era
repleta de árvores. Muitas seringueiras, com sombras grandes e frescas. Era
muito bom chegar na escola e sentir aquele cheiro de árvore. Subíamos nas
árvores e às vezes deitávamos embaixo delas. Sem nenhuma preocupação, sem
nenhuma responsabilidade, curtindo o ócio.

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